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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010 - 20:37 hs
30/06/2009 - Uma cadeia de abastecimento “sustentável”
Até agora os processos da cadeia de suprimentos foram desenvolvidos visando simplesmente a entrega de bens no prazo determinado e com o menor custo possível. Este ainda continua sendo o foco de muitas empresas.

 

Com a maior sensibilização por parte do consumidor devido, principalmente às questões ambientais, além do próprio custo final dos produtos, as empresas começam a perceber que o “pensamento verde” veio para ficar. Assim, no mundo, algumas organizações começam a “redesenhar” seus processos de gestão de suas cadeias de abastecimento de modo a buscar atender essa nova demanda de seus clientes.

Todavia, tais empresas começam a perceber que podem fazer mais do que atender as novas demandas sobre sustentabilidade através da reavaliação dos seus processos. Podem também reduzir seus custos!

 

No entanto, a maior parte das empresas não estão preparadas para colher os benefícios potenciais de tais revisões de processos, tanto pela falta de visibilidades dos custos e indicadores dos aspectos de transporte como também pelo desconhecimento dos fatores que influenciam toda a cadeia de suprimentos.

Como exemplo prático, podemos citar um aumento da eficiência do transporte através de ferramentas que permitam uma redução do tempo de espera e de viagem dos veículos, utilização do modal adequado de transporte e de constante avaliação do nível de serviços ao cliente.

 

Pergunta: como o nível de atendimento de serviço ao cliente pode impactar positivamente nos custos e na sustentabilidade? Simples: atenda 100% do pedido do cliente em uma única entrega! Assim você evita mais de um frete, mais de uma operação de recebimento, lançamento de mais de uma Nota Fiscal etc!

 

Gerenciar corretamente seu estoque reduz custos e contribui para o meio ambiente!

 

Adequar as janelas de coleta e adequar os veículos de transporte buscando que os mesmos trafeguem com o máximo da capacidade de carga no menor percurso possível também contribui para ambos aspectos, custos e sustentabilidade!

 

Em uma proposta “mais sofisticada”, as empresas podem reavaliar o número, as localizações a as características físicas de seus “centros de distribuição”, sejam eles próprios ou não, reduzindo o esforço “macro” do seu processo de distribuição.

 

Da mesma forma, empresas que utilizam ferramentas de planejamento e visibilidade podem melhor determinar suas necessidades de quando, quanto e de onde comprar, armazenando de forma a reduzir ao máximo o número de movimentos de estoque, que não agregam qualquer valor ao processo mas geram custos e consumo de recursos. A simples análise do impacto que as constantes movimentações das mercadorias sobre o ambiente, como o consumo de energia de recarga das empilhadeiras ou até mesmo combustível de veículos que simplesmente transportam de um lugar a outro, pode gerar economias significativas através do menor gasto de combustível e energia, entre muitos outros.

É bem verdade que desenhar uma cadeia de abastecimento que tenha o foco de reduzir emissões e custos ao mesmo tempo é uma tarefa que exige estratégias de “longo prazo”, muito esforço e muito comprometimento de todos, pois pode significar uma quebra importante de paradigmas.

 

Mas é hora de abrirmos os olhos para essa nova realidade. Os profissionais da Logística podem contribuir muito com a lógica da sustentabilidade.

Fonte: João Paulo Lopez - jplopez@thales21.com.br

 
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